As técnicas em Bioengenharia hidráulica fluvial

Veja a seguir a lista de técnicas hoje utilizadas na bioengenharia, segundo o engenheiro Gerardo Fracassi, Gerente de Desenvolvimento de Novas Soluções da Maccaferri

Turf reinforcement mesh (TRM): estrutura reticular de composição orgânica ou inorgânica usada para a proteção do solo contra a erosão de superfície. (Imagem: Pixabay)

 

  • Feixes: obra hidráulica longitudinal para a estabilização imediata do pé e a revegetação de margens de rios, lagos e lagoas com arbustos típicos ribeirinhos. Normalmente, são usados salgueiros para a colocação de feixes vivos, mas também podem ser feitos de espécies capazes de reprodução vegetativa.

  • Camada ou colchão de arbustos: galhos cortados em camadas e alternados entre camadas de terra para a construção da superfície reforçada da margem.

  • Paliçada: muro de gravidade que consiste em uma estrutura celular de toras de madeira dispostas longitudinal e transversalmente ao declive em vários planos horizontais e que é preenchido com terra vegetal e material vivo, com o objetivo de o desenvolvimento futuro da vegetação substituir a estrutura de toras.

  • Estaqueamento: uso de material vivo, geralmente salicáceas, sob a forma de estacas, recolhido perto do local de utilização. A estaca é um pedaço de caule com botões de consistência lenhosa separado de uma árvore ou um arbusto. O processo envolve a inserção da estaca no chão da margem para que se criem raízes e se desenvolva uma nova planta.

  • Plantio: de espécies lenhosas arbóreas e arbustos de espécies nativas para proteger a margem do fluxo do rio.

  • Rolo estruturado: estrutura cilíndrica feita de fibra de coco e contida por uma malha sintética ou corda de fibra natural, sendo colocada de forma escalonada nas margens de cursos de água. Entre os rolos são intercalados arbustos para aumentar a consolidação entre os rolos e o solo com o sistema radicular destes, a fim de garantir a revegetação e a regeneração da margem.

  • Biomanta e geomanta ou turf reinforcement mesh (TRM): estrutura reticular de composição orgânica ou inorgânica usada para a proteção do solo contra a erosão de superfície. Pode ser vegetada com sementes antes ou depois da instalação e é recomendada para encostas com declives menores que 45°, com desenvolvimento do talude inferior a 4 m e velocidade máxima do fluxo de água de 1,5 m/s.

  • Sistemas de solo reforçado com vegetação ou vegetated reinforced soil slopes (VRSS): estruturas de contenção acondicionadas em torno do solo e feitas de malha de arame de dupla torção ou material polimérico com alta resistência à tração. São instaladas com ramos vivos cortados e/ou plantas com raízes na face frontal.

  • Manta pré-vegetada: tapete de fibra de coco ou manta geossintética que foi vegetada com plantas aquáticas emergentes com raízes já desenvolvidas antes da instalação.

  • Eco-log: estrutura cilíndrica composta de malha de arame de dupla torção, forrada com um tapete de fibra de coco e preenchida com uma mistura de pedras e solo para que a vegetação cresça nela. É instalada com material vegetal e usada para o controle da erosão.

  • MacSoil®: estrutura preenchida com solo e construída com caixas de malha de arame de dupla torção, cuja face frontal é inclinada a 45° ou 60° e tecida junto com uma geomanta para evitar a fuga de finos. Essa estrutura é instalada com solo vegetal em sua face para permitir o rápido desenvolvimento da vegetação e é usada para obras de estabilização e controle da erosão.

  • Terramesh® Verde: estrutura de contenção produzida com malha de arame de dupla torção. O paramento externo pode ser inclinado a 45°, 60° ou 70° em relação à horizontal, é reforçado com um painel de malha eletrossoldada e forrado com uma biomanta de fibra de coco ou manta geossintética tipo MacMat®. É preenchida com solo para promover o crescimento da vegetação.

  • Elementos inertes: proteção das encostas obtida com a colocação de elementos de pedra soltos extraídos, sempre que possível, do mesmo leito do rio. Sua principal função é impedir a erosão da margem por ação da correnteza. Pode suportar velocidades médias baixas, dependendo do diâmetro dos elementos.

  • Gabião caixa e colchão Reno®: estrutura monolítica e flexível formada por caixas compostas de malha de arame de dupla torção em forma de paralelepípedo, ligadas umas às outras e preenchidas com pedras. Pode ser usada para muros, diques e revestimentos para formar obras contínuas de proteção. Com esse método, obtém-se uma drenagem natural do talude e evita-se uma possível erosão. É boa para qualquer tipo de margem e suporta velocidades da água entre 3 m/s e 4 m/s.

Tudo a ver

Revestimentos, muros de contenção, diques longitudinais e espigões são apenas algumas das soluções para estabilização, regularização, proteção contra a erosão e controle de enchentes em cursos de água.

Disponível em nossa lojaProteção de rios com soluções Maccaferri explica as características dessas obras, os problemas que podem ser solucionados com elas e a forma de dimensioná-las.