Cartografia Turística

Com o desenvolvimento do turismo no Brasil, os mapas de orientação turística vêm ocupando cada vez mais espaço no cenário nacional. Neste contexto, os mapas turísticos assumem um papel essencial no desenvolvimento desta atividade, e podem ser trabalhados de acordo com duas vertentes bem distintas:

  • tanto em termos de planejamento, atendendo às necessidades dos órgãos responsáveis pelo planejamento e pela gestão da atividade turística
  • como em termos de orientação turística, voltada diretamente para o turista em visita a um sítio turístico.

Para que esse mapa turístico atinja os objetivos a que se propõe, uma característica que deve acompanhar toda informação cartográfica turística é a ordenação das informações em diferentes hierarquias, conjugadas com uma visão global da área.

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Mapa para orientação turística: alguns pontos turísticos do primeiro distrito de Petrópolis (RJ). Fonte: Geografia aplicada ao Turismo. Ed. Oficina de Textos

 

Essa ordenação deve fornecer informações adicionais que permitam ao usuário se posicionar no espaço e no tempo de forma simples e direta, sem deixar margem para dúvidas. Dessa forma, a receptividade, por parte do turista, das informações contidas em um mapa de orientação torna-se um elemento essencial a qualquer documento com esse propósito.

Comunicacao cartografica
Modelo estático de comunicação cartográfica. Fonte: Geografia aplicada ao Turismo. Ed. Oficina de Textos

Portanto a cartografia assume grande importância no desenvolvimento da atividade turística no que se refere à organização e disseminação de informações turísticas. Assim, a cartografia turística apresenta-se como uma ferramenta para retratar o arranjo espacial, ou seja, a estrutura, a funcionalidade e a dinâmica do espaço geográfico de interesse turístico, por meio de documentos cartográficos que visem facilitar a tomada de decisão dos planejadores do turismo e do turista.

De maneira eficiente, ela também pode ser utilizada como veículo publicitário na promoção das atividades turísticas, substituindo os tradicionais mapas de folders e websites, que pouco orientam e funcionam como meras ilustrações.

Segundo Marcello Martinelli, os mapas turísticos devem abandonar o papel imagético e decorativo que vigorou sobre eles durante tanto tempo. Para esse autor, a cartografia do turismo deve partir de uma posição crítica, expressando a relevância do turismo como importante fenômeno social, para que de fato a cartografia possa contribuir factivelmente com a atividade turística.

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A obra, organizado por Antonio Guerra e Raphael Aranha, apresenta uma abordagem ampla e integradora das ciências sociais e ambientais, numa perspectiva interdisciplinar, evidenciando a aplicabilidade da climatologia, geologia, geomorfologia, biogeografia, cartografia, geopolítica e cultura no Turismo, auxiliando esses profissionais a planejarem suas atividades turísticas, em escalas locais e regionais.

Todos os autores do livro são especialistas nas suas áreas e já vêm trabalhando há bastante tempo nos temas que se propuseram a escrever. Os sete capítulos abordam questões cruciais para a boa formação de um profissional em Turismo e para aqueles formados em Geografia que também se interessam pelo tema.