Corrosão das armaduras: Par galvânico entre aço exposto e embutido

Para grandes estruturas de concreto submersas, como as que são usadas para exploração de gás e petróleo em alto-mar, há uma variedade de componentes externos de aço, como bordas, tubulações, suportes e acessórios, que estão em contato elétrico com o sistema de armaduras

No livro Projeto da durabilidade de estruturas de concreto em ambientes de severa agressividade, Odd E. Gjørv oferece recomendações e diretrizes para combater a temida corrosão das armaduras induzida por cloreto

Como o aço externo exposto será então anódico contra a armadura, que será catódica, problemas especiais podem surgir, tanto com relação à taxa de corrosão como com relação à proteção contra a corrosão desses componentes de aço externos. A taxa de corrosão será, então, principalmente controlada pela proporção de áreas cátodo-ânodo e pela eficiência catódica das armaduras.

Assim, para proteção catódica desse aço exposto, a demanda de corrente será também controlada tanto pela área do cátodo como pela eficiência catódica de todo o sistema de armaduras.

Para uma avaliação apropriada da proporção de área cátodo-ânodo, porém, é preciso avaliar individualmente tanto o projeto estrutural como a continuidade elétrica interna dentro do sistema de armaduras.

Mas as medidas em grandes plataformas de concreto em alto-mar indicam que essas estruturas pesadamente reforçadas têm uma continuidade elétrica muito boa em quase todo o sistema de armaduras. Assim, a proporção de área cátodo-ânodo para uma pequena área de componentes de aço externos pode ser extremamente alta em relação à área de aço embutido.

A eficiência catódica, que depende da taxa de difusão de oxigênio através do cobrimento do aço embutido, também é um fator importante. Pesquisas de laboratório sobre concreto submerso, do mesmo tipo usado em plataformas de concreto no mar do Norte, indicam a disponibilidade de oxigênio com valores de fluxo de até 0,5 × 1013 mol O2/s e cm2.

No campo, contudo, a experiência em plataformas de concreto existentes no mar do Norte mostrou que tanto a vegetação marinha como as atividades biológicas sobre a superfície do concreto reduzem com sucesso a disponibilidade de oxigênio.

As pesquisas de campo revelaram que apenas num estágio inicial da exposição há uma alta fuga de corrente para as armaduras – e, portanto, altas taxas de consumo dos ânodos sacrificiais –, mas essa parece reduzir-se mais tarde.

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Uma obra com supervisão técnica de Enio Pazini Figueiredo e Paulo Helene.