Wing cracks e crescimento de fraturas

wing cracks-fraturas
(Imagem: Pinterest)

Uma das peculiaridades da Mecânica das Rochas é que, apesar de uma amostra sob deformação desenvolver fraturas de cisalhamento que a atravessam por inteiro e formam um ângulo agudo (cerca de 30º) com σ1, as fraturas de cisalhamento não podem crescer em seu próprio plano. Ao invés disso, fraturas do modo I são paralelas a σ1.

Tais fraturas são conhecidas como wing cracks ou edge cracks. Quando vistas em três dimensões, as wing cracks (modo I) irão se formar ao longo dos limites do modo II e do modo III da fratura principal.

Imagem retirada do livro Geologia Estrutural – 2ª ed. Todos os direitos reservados à Oficina de Textos.

Esse tipo de desenvolvimento é coerente com as considerações teóricas sobre os esforços. Mas como se dá a propagação da fratura de cisalhamento a partir desse estágio? A resposta geral é de que as wing cracks do modo I são rompidas por uma nova fratura de cisalhamento – um processo que se repete enquanto a fratura principal cresce.

Leia também:

Clivagem: você sabe o que significa?

Reologia e a mecânica do contínuo

O resultado é uma zona de fraturas menores ao longo e em torno da fratura principal de cisalhamento, um tipo de zona de dano com menos deformação que as observadas nas zonas de falha, que você pode conferir na obra de Haakon Fossen, Geologia Estrutural – 2ª ed.

Matéria publicada em 05.02.2020


Tudo a ver

Ricamente ilustrado em cores, Geologia Estrutural aborda de forma prática e didática os principais tópicos da disciplina, incluindo Geologia do petróleo e de águas subterrâneas, destacando a importância da Geologia Estrutural na exploração e produção desses recursos.