Execução de obras de terra na construção civil

A execução de obras de terra deve seguir um ritmo próprio, sem ter que ficar dependente da evolução do projeto, mas, infelizmente as coisas não ocorrem assim, principalmente quando se trata de obras de terra

execução de obras de terra
(Imagem: Mapa da Obra)

Na maioria dos casos execução de obras de terra, a todo momento ela é obrigada a parar ou diminuir o ritmo por causa de um “probleminha” que ocorreu e não estava previsto no projeto.

O fato ocorre regularmente por falta de informações dos projetistas sobre as condições do terreno e/ou interferências, e quem acaba por fornecer as informações é a própria obra. Isso transforma o processo num círculo vicioso, do tipo “cachorro correndo atrás do próprio rabo”, e não há condição de manter a obra num ritmo constante.

Elaboração dos projetos

Para eliminar, pelo menos em parte, esse problema, a solução está na elaboração dos projetos: levantamento cuidadoso dos dados, desenhos claros e objetivos, memorial descritivo detalhado e relação de materiais completa. Em termos de prazo de execução e qualidade de trabalho, um bom levantamento de dados é um investimento que pode render pelo menos o dobro do que venha a custar.

Ocorre, porém, outro problema que também afeta a obra e que nos propomos a enfrentar nesta oportunidade. Essa situação não é muito grave, mas costuma causar alguns entraves e problemas que podem ser minimizados com o enfoque que queremos dar neste trabalho.

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Elementos básicos da construção civil

Ele consiste em que grande número de projetistas não sabe – veja só! -, como se faz a obra. Na prancheta (e agora no computador), a coisa é simples: abre-se uma vala, coloca-se o tubo lá dentro, reaterra-se compactando e pronto. Na obra, é um pouco mais complicada e requer uma série de providências entre uma etapa e outra: para começar, a terra é ou dura ou mole demais, ou seca ou encharcada, parece que não há meio-termo!

Também é preciso amontoá-la ao longo da vala (aí ela atrapalha o lançamento dos tubos) ou removê-la para um bota-fora provisório (às vezes longe!) e, quando for reaterrá-la, tem que trazê-la de volta! E por aí vai, são muitos “probleminhas” a serem resolvidos, muitos detalhes a serem considerados, e, se um deles passa em branco, está feito o enrosco, às vezes um trecho todo necessita ser refeito.

Matéria publicada em 4.3.2020


Tudo a ver

No livro Guia da construção civil: do canteiro ao controle de qualidade, o Eng. Nelson Ferraz mostra, a partir de discussões como essa, como é feita uma obra de assentamento de tubos hidráulicos. Veja mais sobre as etapas do trabalho de executar uma tubulação por gravidade na obra editada e publicada pela Oficina de Textos.