O alho enquanto alimento funcional

Alimento contém diversos benefícios que podem ajudar no combate e prevenção de doenças como a alicina, que ajuda a melhorar a pressão arterial

Alho previne o câncer, é bom para o colesterol e pode ser usado como anti-inflamatório graças à alicina
Alho previne o câncer, é bom para o colesterol e pode ser usado como anti-inflamatório. (Imagem: pixabay)

 

No pão de alho, no macarrão, no tempero da carne, na composição de um patê, etc. As possibilidades do alho são infinitas. Entretanto, o que a maioria das pessoas que se alimentam dele não sabem é que também é um ótimo anti-inflamatório, previne câncer e vai bem para o colesterol.

O alho tem uma substância muito boa para a saúde: a alicina, responsável pelo sabor característico e o odor. Ela é um composto formado quando você pica, tritura, amassa o alho. A alicina tem função hipotensora, que ajuda a melhorar a pressão arterial.

“Em quase todas as doenças, a alicina é o componente que mais traz efeitos benéficos para a saúde, porém, ela precisa de uma enzima –a alinase- para que seja absorvida.”, explica a Dr. Jocelem Salgado, autora do livro Alimentos Funcionais.

Mas atenção! O tipo de preparo exerce grande influência na perda ou não da alicina. Em testes com alho picado, fatiado e frito foi constatado que tostado é quando ele perde mais alicina, na verdade, praticamente 100% dos efeitos preventivos.

Quanto comer

Quanto de alho devemos comer para obter todos seus benefícios? Bom, para alguns aspectos, pensando, por exemplo, no alho para a redução da pressão arterial devemos considerar o consumo de 3 a 4 dentes de alho por dia, não necessariamente ao mesmo tempo, pode ser consumido ao longo do dia.

“O segredo é manter a constância e não concentrar tudo num dia só. Ele deve estar sempre em nossa dieta para que possamos garantir suas propriedades. Em geral, isso é válido para todas as questões de alimentos funcionais”, afirma a engenheira de alimentos Glaucia Pastore.

Tipos de alho: Qual o melhor?

São quase 5 mil anos de história do alho na humanidade, e ao longo desse período criamos diversas forma de consumir.

A melhor forma é o alho cru, picado e fatiado. Produz substâncias derivadas de enxofre pela enzima alinase, o que faz com que a alicina permanece quase intacta. Porém, tem prazo de validade: três meses.

O alho em pó mantém algumas das suas propriedades, mas um pouco inferior ao alho cru. O mesmo podemos dizer do alho assado, que também perde muitas propriedades importantes e benéficas a saúde.

O alho desidratado depende muito do tipo de processo ao qual é submetido. Caso seja desidratado a baixa temperatura e com ventilação parte de suas propriedades são mantidas, mas se são secos com o auxílio de alta temperatura perdem demais.

A pasta de alho é bem importante, porque ela facilita o manuseio. No dia a dia às vezes não se tem tanto tempo para descascar ou cortar, então ela presta-se a esse papel. Não tem exatamente a mesma composição, mas é muito boa.

Frito - Em termos nutricionais ele não tem nada, devido a alta temperatura a que é submetido no processo de fritura
Alho frito: Em termos nutricionais ele não tem nada, devido a alta temperatura a que é submetido no processo de fritura. (Imagem: pixabay)

Alho em cápsula

O óleo de alho é feito com o mesmo processo do azeite de oliva. Se esse óleo for extraído a frio então teremos quase 60% dos compostos bioativos preservados, agora, se for extraído a vapor sofre uma perda muito maior.

No geral, é recomendado o consumo de 2 cápsulas por dia. Temos que ficar de olho também no tipo de processo que foi feito e qual tipo de óleo está presente. Mais do que isso pode lhe render um ganho calórico desinteressante a você.

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No geral, é recomendado o consumo de 2 cápsulas por dia. (Imagem: pixabay)

Tudo a ver

Não deixe de conferir o lançamento Alimentos Funcionais, escrito pela Dra. Jocelem Salgado, referência na área dos funcionais.

O livro explica os benefícios à saúde e as propriedades da soja, flavonoides, limonoides, carotenoides, compostos organossulfurosos, glicosinolatos, lignanas, ácidos graxos e alimentos probióticos.

Trata ainda da química e síntese desses compostos, principais fontes de obtenção, metabolismo e mecanismos de ação.