O que são endmembers?

Para gerar imagens-fração, é necessário escolher os componentes puros, conhecidos como endmembers

Quando se trabalha com modelos de mistura espectral, esses objetos de interesse tomados como base para estimar as respostas dos demais frequentemente são chamados de endmembers.

Explicitamente definido, o endmember é justamente um componente que faz parte da mistura espectral. Dessa maneira, devem-se escolher os endmembers que fazem sentido para a interpretação da imagem considerada e também que atendam aos critérios da fração de acordo com as equações da mistura já apresentada anteriormente.

Algumas vezes podem-se escolher facilmente esses endmembers porque já se conhecem os alvos presentes na área a ser estudada. Isso é verdade para áreas que estão sendo estudadas há algum tempo, por exemplo, quando estão sendo monitoradas as mudanças no ambiente.

Exemplo da dispersão de pixels de uma imagem no gráfico formado pelas bandas do vermelho e do infravermelho próximo, mostrando os potenciais endmembers de vegetação (verde), solo (vermelho) e sombra/água (azul). (Imagem retirada do livro Mistura espectral Ed. Oficina de Textos)

 

Mas, é necessário fazer experimentos para encontrar os endmembers adequados sempre que as cenas sejam desconhecidas ou quando é preciso extrair informações especificadas das imagens.

Existem duas maneiras de encontrá-los: diretamente das imagens e por meio de coleções de dados obtidos em laboratório e/ou em campo.

O mais conveniente é selecionar os endmembers diretamente das imagens que estão sendo estudadas, pela simples razão de que o espectro do endmember extraído da imagem pode ser usado sem que elas precisem ser calibradas.

Conclui-se, de modo mais ou menos intuitivo, que a definição do número e a escolha dos endmembers a serem considerados são essenciais para o sucesso da aplicação do modelo de mistura.

Tudo a ver

Esta disponível em nosso site a gravação da palestra Calibração de sensores orbitais. Apresentado pelo Professor Flávio Jorge Ponzoni, o talk visa trazer uma nova visão sobre o que são as imagens orbitais e como as missões de observação da Terra são estruturadas para garantir confiabilidade aos dados gerados.