Obras rodoviárias: qualidade e economicidade

Matéria publicada em 12.11.2019

Segundo o Eng. Elci Pessoa Jr., qualidade e economicidade, ao contrário do que muitos pensam, não necessariamente são valores conflitantes entre si

O que precisa para maximizar os resultados de uma obra (tanto quanto à qualidade quanto ao custo) é eleger e associar, em cada situação: o equipamento mais adequado, a melhor técnica construtiva, o melhor material, e os cuidados com os detalhes executivos. (Imagem: New Roads Consultoria)

A utilização dos equipamentos mais adequados às condições específicas de cada frente de serviço ajuda bastante na redução de custo, e o incremento de novas tecnologias que podem ser embarcadas até nos equipamentos mais antigos podem contribuir não só para a melhoria da qualidade dos serviços (mais precisão) como também no aumento da produtividade (redução de custos).

Em diversas passagens do livro Manual de obras rodoviárias e pavimentação urbana – 2 ed., o autor Elci Pessoa Jr. evidencia que muitas vezes a fiel observância aos detalhes construtivos e ao rigor normativo internacional, acaba levando o construtor a obter melhores resultados sob os dois aspectos: qualidade e economicidade.

Em um certo capítulo do livro ele destaca que muitas vezes são especificados ou utilizados ligantes asfálticos que, quando substituídos por outros mais adequados a certas situações, obtém-se melhor qualidade a menor custo.

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O que precisa para maximizar os resultados de uma obra (tanto quanto à qualidade quanto ao custo) é eleger e associar, em cada situação: o equipamento mais adequado, a melhor técnica construtiva, o melhor material, e os cuidados com os detalhes executivos. Para isso, é fundamental amplo conhecimento sobre o tema.

Ainda existem muitas irregularidades em obras rodoviárias?

Sim, sem dúvida. E as precoces patologias, que tão frequentemente verificamos em obras muitas vezes recém-inauguradas, são testemunhas desse fato. Um resultado disso é que recente pesquisa de instituição internacional, por exemplo, classificou o Brasil na posição 120, entre 138 países que tiveram sua malha rodoviária avaliada”.

afirma o Eng. Elci Pessoa Jr.

No entanto, é justo dizer que esses problemas não estão muitas vezes relacionados exclusivamente a fatores construtivos – muitas variáveis costumam concorrer para o insucesso de uma obra, como problemas com projetos, excesso de carga, falta de manutenção, entre outros.

É importante cada profissional desempenhe com a melhor técnica e atenção o seu trabalho – desse modo, o conjunto do trabalho de todos certamente resultará em obras com cada vez mais qualidade.

O fato é que muitas vezes as irregularidades ocorrem exatamente por falta de conhecimento técnico mais preciso e específico. Nesses casos, é comum que os profissionais sequer reconheçam o porquê do insucesso, justamente porque estavam de boa-fé e não perceberam que importantes detalhes construtivos foram relegados.


Tudo a ver

Manual de obras rodoviárias e pavimentação urbana – 2ª ed. apresenta os principais procedimentos de cada fase de execução da obra, desde a emissão da ordem de serviço até os procedimentos que antecedem o termo de recebimento, passando pelos processos de desapropriação, licenças ambientais, cronograma, terraplenagem, pavimentação, drenagem e sinalização.