Sensores passivos x Sensores ativos

(Imagem: Divulgação)

Os sensores passivos atuam na região espectral do óptico, ou seja, entre 400 nm e 2.500 nm, e só podem operar em condições diurnas, quando há luz solar para iluminar as cenas imageadas. Têm forte dependência das condições atmosféricas, que interferem na qualidade das imagens.

As nuvens prejudicam a qualidade das imagens e chegam a impossibilitar a extração de informações quando sua incidência ocorre em alta porcentagem. Para usos de imagens de sensores passivos na agricultura, isso pode ser problemático, uma vez que pode dificultar metodologias que dependam de sensoriamento remoto óptico para levantamentos agrícolas.

Por sua vez, os sensores ativos não dependem da luz solar e, assim, podem operar tanto no período diurno quanto no período noturno. Além disso, independem das condições atmosféricas, sendo as nuvens praticamente transparentes para a faixa das micro-ondas em que atuam.

No entanto, a forma de interação da energia nas micro-ondas com os objetos da superfície terrestre é significativamente diferente em relação às interações do espectro óptico, e, desse modo, pode haver dificuldades de interpretação e extração de informações.

Contudo, pode-se dizer que as imagens do sensoriamento remoto óptico e as obtidas nas micro-ondas podem complementar-se e possibilitar maior riqueza de informações em comparação com o caso em que somente um tipo fosse utilizado.

Tudo a ver

Abordando diversos conceitos básicos sobre sensoriamento remoto e suas aplicações em agricultura, como comportamento espectral de culturas agrícolas, índices espectrais de vegetação, análise de alvos agrícolas, entre outros assuntos, Sensoriamento Remoto em agricultura surge para preencher uma enorme lacuna na área.