Sensoriamento remoto para desastres: monitoramento e alerta

O monitoramento consiste em uma observação contínua das condições e eventos que podem provocar desastres nas áreas monitoradas

Foto: Angelo Giordano/Pixabay

Baseada em um criterioso e atualizado estudo sobre as ameaças potenciais nos sítios monitorados, os fatores de suscetibilidade e vulnerabilidade associados, os agentes deflagradores dos processos e a probabilidade de ocorrência desses processos para diferentes cenários de risco possíveis.

Em outras palavras, o monitoramento de ameaças está intrinsecamente relacionado com o conhecimento de cenários de risco. Um monitoramento eficaz deve contar preferencialmente com:

  • dados de uma rede de instrumentos que permitam aferir, em tempo quase real, o comportamento de indicadores dinâmicos das ameaças, em resolução e precisão compatíveis com os fenômenos observados, tais como a quantidade de chuva instantânea e acumulada medida por radares e pluviômetros, os níveis de rios medidos por estações hidrológicas etc.;
  • resultados de modelos dinâmicos baseados na mecânica da atmosfera (modelos de previsão meteorológica) em resolução compatível com os fenômenos observados;
  • resultados de modelos dinâmicos dos processos com potencial de provocar desastres, tais como modelos hidrológicos de bacias, modelos de estabilidade de taludes, modelos de fluxo de detritos/de lama etc.;
  • um sistema integrador em base SIG e com capacidade de computação para combinar, de forma espacializada e dinâmica, os dados da rede observacional, de modelos atmosféricos e de modelos dos processos e parâmetros intrínsecos aos sítios monitorados (riscos e seus cenários).

O alerta consiste em uma comunicação formal às autoridades responsáveis para que tenha início a preparação para o desastre, ou seja, para que sejam tomadas as providências imediatas junto à população em risco e outras providências de mitigação do desastre, além da alteração do estado de “sobreaviso” para o estado de “prontidão” para atendimento às emergências.

No processo de alerta, pode ser emitido para a população em risco uma mensagem, sinal ou aviso predeterminado e de fácil compreensão (por exemplo, o som de uma sirene ou mensagens por celular) por meio do qual ela toma conhecimento da possibilidade de ocorrência do desastre previsto e inicia um procedimento predefinido de autopreparação, que normalmente conta com a desocupação do imóvel e o encaminhamento para pontos de apoio.

Tudo a ver

Sensoriamento remoto para desastres constitui uma ferramenta sólida de gestão de desastres: inundações e enxurradas, secas e estiagens, incêndios florestais, deslizamentos de terra e derramamentos de óleo são objeto de estudo.

As aplicações de dados de sensoriamento remoto abrangem o monitoramento e a prevenção de desastres, bem como as fases de mitigação, preparação, resposta e recuperação.