Tipos de condensação da atmosfera

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet, s.d.-c) adota as seguintes definições para os tipos de condensação na atmosfera

(Imagem: Pixabay/DasWortgewand)

 

  • Chuva: é o resultado da condensação na atmosfera que cai em direção ao solo, quando o peso das gotas supera as correntes verticais de ar. Normalmente, sua quantidade é medida, nos pluviômetros, como a altura da precipitação em milímetros (1 mm = 1 L de água de chuva numa área de 1 m2, ver seção 5.7).
  • Chuvisco ou garoa: precipitação bastante uniforme composta exclusivamente de gotas d’água muito pequenas (diâmetro menor do que 0,5 mm), muito próximas umas das outras e que parecem quase flutuar no ar.
  • Granizo: precipitação que se origina de nuvens convectivas, como cumulonimbus, e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo, com formatos e tamanhos diferentes. Pedaços com diâmetro de 5 mm ou mais são considerados granizo, enquanto pedaços menores são classificados como bolas de gelo, bolas de neve ou granizo mole. Bolas isoladas são chamadas de pedras. No METAR, um código meteorológico usado em aeroportos, granizo é referido como “GR”, e granizo pequeno ou bolas de neve, como “GS”.
  • Neve: precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos, em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados, formados diretamente pelo congelamento do vapor d’água na atmosfera. É produzida frequentemente por nuvens do tipo stratus, mas também pode se originar das nuvens do tipo cumulus. Normalmente, os cristais são agrupados em flocos de neve. É informada como “SN” no METAR.
  • Névoa: conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e, frequentemente, é confundida com chuvisco.
  • Nevoeiro: massa de minúsculas, porém visíveis, gotículas de água suspensas na atmosfera, próximas ou junto à superfície da Terra, que reduzem a visibilidade horizontal para menos de 1.000 m. É formado quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos – ou quase os mesmos – e suficientes núcleos de condensação estão presentes. É referido como “FG” no METAR.

A Fig. 4.11 mostra fotos de algumas formas de condensação citadas anteriormente.

Imagem retirada do livro Meteorologia – Noções Básicas (Ed. Oficina de Textos, 2017). Todos os direitos reservados.

 

Tudo a ver

Ao longo de seus 13 capítulos, Meteorologia – Noções Básicas aborda temas como radiação solar, temperatura, umidade do ar, estabilidade e pressão atmosférica, ventos, observação da atmosfera, padrão global dos ventos, modelos conceituais, poluição atmosférica e classificação climática, tudo numa linguagem direta e clara, amplamente ilustrado e com exemplos específicos de tempo e clima no Brasil.