Desastre na barragem: 1 ano de Brumadinho

Neste sábado a tragédia envolvendo a barragem da Mina Córrego do Feijão – que matou 270 pessoas -, completa 1 ano, ainda com 11 desaparecidos e nenhum responsabilizado

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No dia 25 de janeiro de 2019, quando o relógio marcava 12h28, a barragem da Vale, em Brumadinho (MG), rompeu e em segundos se desmanchou. Cerca de 10 milhões de m³ de lama destruíram parte da sede da Vale, além de bairros, propriedades rurais e uma pousada próxima ao local. 270 pessoas morreram e até agora ninguém foi responsabilizado.

Na última terça-feira (21) o Ministério Público de Minas Gerais apresentou uma denúncia contra a mineradora Vale, a empresa de consultoria TÜV SÜD e 16 pessoas, incluindo o ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e crime contra o meio ambiente.

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De acordo com o Ministério Público, as empresas emitiam falsas declarações de condição de estabilidade (DCE) de pelo menos dez barragens, chamadas de “top 10”, entre elas a B1 que se rompeu.

Era uma lista mantida sigilosamente, internamente, pela Vale. Uma lista de barragens em ‘situação inaceitável de segurança’. Era assim que eram reconhecidas ao menos essas dez barragens geridas pela Vale“.

William Garcia Pinto Coelho, Coordenador do núcleo criminal da força-tarefa do Ministério Público

4 mil horas de operação, mais de 3 mil bombeiros

Em mais de 4 mil horas de buscas, corpos ou fragmentos de 259 pessoas foram encontrados e identificados, o que corresponde a cerca de 96% das vítimas.

Mas, segundo o Corpo de Bombeiros, essa, que já é a maior operação de busca já realizada no Brasil, não tem prazo para terminar. Eles dizem ir além do limite para continuar as buscas de 11 desaparecidos.

Nós vamos continuar até encontrar as 11 joias ou até o momento em que o material que a gente está encontrando não seja mais passível de identificação por parte da Polícia Civil nem por DNA”.

coronel Edgard Estevo, comandante-geral do Corpo de Bombeiros

O planejamento da sexta fase da operação que deve ser implementada ao fim do período de chuvas já começou. Na nova etapa, a varredura deverá ser feita em até 6 metros de profundidade.

Fonte: G1

Imagem: Veja