Da avaliação pré-projeto à avaliação pós-ocupação

Ambas as formas de avaliação são imprescindíveis para garantir um projeto inteligente desde a sua concepção até depois do seu uso

Energia, água, manutenção, operações, qualidade do ar e limpeza. O check list é imprescindível na APO. (Imagem: Divulgação)

 

Avaliações podem se configurar em procedimentos para a gestão da qualidade no processo de projeto, construção, uso, operação e manutenção de ambientes construídos. Entre elas, são particularmente relevantes aos projetistas a avaliação pré-projeto (APP) e a avaliação pós-ocupação (APO).

A APP tem por objetivo gerar informações de curto e médio prazos para o projeto, por meio da elaboração de simulações, mockups, maquetes e protótipos, na tentativa de corrigir (e antever) algumas falhas de desempenho de um dado ambiente ainda na fase de projeto.

É importante destacar que as APPs consistem em uma representação da realidade e, assim, apresentam resultados com algumas limitações, já que não atuam na escala real nem fornecem recursos para a previsão do comportamento humano, embora esse aspecto não reduza a importância de estudos e ensaios laboratoriais.

Avaliação pós-ocupação

A APO (ou ADU – avaliação de desempenho em uso), por sua vez, consiste em uma abordagem multimétodos para a avaliação do desempenho no decorrer do uso. Nesse caso, conforme mencionado inicialmente, consideram-se as RACs para as análises.

A abordagem adotada para a APO promove a integração das diferentes fases do ciclo de vida do ambiente construído, na medida em que tem por objetivo prover subsídios para a realimentação das etapas anteriores ao uso, a saber: planejamento, projeto e produção.

Cabe destacar que a APO tem a vantagem de se valer de multimétodos e técnicas num contexto multidisciplinar, cujas principais vantagens residem na consideração dos pontos de vista dos especialistas/avaliadores e dos usuários, no tempo e na escala reais.

Em contrapartida, sua possível desvantagem está na necessidade, inerente a essa abordagem, de trabalhar com inúmeras variáveis incontroláveis ou não facilmente controláveis, tais como o comportamento humano e suas relações com o ambiente construído.

Na verdade, APPs e APOs, para se configurarem em procedimentos eficazes, voltados à melhoria contínua, devem ser aplicadas regular e sistematicamente, em um processo contínuo de realimentação.

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