Divisão dos Estados brasileiros: quem ganha, quem perde?

Falta pouco mais de um mês para o plebiscito de divisão do estado do Pará, mas agora outro Estado pode ter de decidir sua separação: o Mato Grosso.

Como ficaria o Estado do Mato Grosso com mais uma divisão. Fonte: José Donizete Cazzolato; bases cartográficas CEM/Cebrap originárias de arquivos IBGE.
Como seria o Estado do Mato Grosso do Norte. Fonte: José Donizete Cazzolato; bases cartográficas CEM/Cebrap originárias de arquivos IBGE.

Em audiência pública, marcada para o dia 03 de dezembro, parlamentares estaduais e federais pretendem discutir uma possível divisão do estado do Mato Grosso em três novos territórios. Um dos argumentos mais fortes para separação do Estado é a dimensão territorial.

O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) acredita que já existe divisão, quando o governo destina o orçamento do Estado. “Na prática, o que vemos é isso, um governo ausente que não chega em todo o Estado e esses municípios são obrigados a pedir migalhas para o governo, que não faz uma divisão justa do orçamento”, alegou.

Em 1995, o deputado federal Wellington Fagundes apresentou um projeto na Câmara dos Deputados para a realização de um plebiscito que discutia a divisão do Estado, em Mato Grosso do Norte, Mato Grosso e Estado do Araguaia. O projeto foi arquivado, porém o debate continua.

José Donizete Cazzolato, em seu livro Novos Estados e a Divisão Territorial do Brasil: uma visão geográfica, lançado pela Editora Oficina de Textos, mostra como ficariam os Estados de Mato Grasso e Mato Grosso do Norte: veja ao lado.

 

Os parlamentares a favor da divisão afirmam que devido à falta de recursos o Pará está abandonado. Porém, com a criação de Tapajós, será possível estabelecer um canal de proximidade geográfica entre as regiões. Por outro lado, os paraenses de Belém se opõem em relação à criação de Carajás pois todas as riquezas ficariam para o novo estado de Carajás: a hidrelétrica de Tucuruí e as grandes jazidas.

A população do Pará sofre com a geografia da região: o acesso é difícil, a passagem de avião é cara e estradas não são asfaltadas, o que dificulta o acesso de uma cidade à outra.

Vale lembrar que os paraenses irão às urnas em 11 de dezembro deste ano e é primeira vez no Brasil em que a criação de um estado é decidida em plebiscito.

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