Geotecnologias e aplicações

Incêndios florestais aumentam em quase 20% no Brasil em agosto

Na última terça-feira (28), o Brasil atingiu uma marca preocupante: registrou-se mais de 50% dos focos de incêndios florestais de todo o território da América do Sul. Segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no mês de agosto deste ano, o aumento de queimadas foi de quase 20% em comparação com o mesmo período de 2020.

Somente nos oito primeiros meses deste ano, o País registrou 5,8% a mais de queimadas do que no mesmo intervalo de tempo do ano anterior. De acordo com Alberto Setzer, pesquisador do Programa Queimadas, do Inpe, os biomas mais atingidos pelos incêndios e queimadas são a Caatinga e o Cerrado.

Agentes do corpo de bombeiros abafando fogo em área em situação de incêndio florestal no cerrado
O cerrado foi um dos biomas mais atingidos por incêndios florestais no Brasil em 2021. Foto: CBMDF/Divulgação

Causas dos incêndios florestais

Segundo Setzer, todos os incêndios florestais detectados pelo Programa Queimadas recentemente são ocasionados por ações humanas acidentais ou propositais. Para ele, “o clima apenas cria condições favoráveis para a vegetação queimar”.

Um exemplo recente da ação humana nos focos de fogo na vegetação foi o incêndio florestal que atingiu o Parque Estadual do Juquehy entre os dias 22 e 24 de setembro, destruindo cerca de 85% da área do local. Segundo as autoridades, a queda de um balão foi o que provocou as chamas e o tempo seco contribuiu para que estas se alastrassem.

Queimadas contribuem para as mudanças climáticas

De acordo com especialistas, o aumento de incêndios e queimadas contribui para o aquecimento global e a devastação ambiental. O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) aponta que, nas próximas duas décadas, a temperatura média do Planeta Terra pode aumentar em até 1,5 °C, o que agrava a crise climática que o mundo tem enfrentado, ocasionando ondas de calor extremo, ciclones e secas sem precedentes.

Árvore com troncos finos em chamas e fogo na vegetação. Fumaça escura e fuligem subindo.
Incêndios florestais contribuem com a devastação dos ecossistemas e com o aquecimento global. Foto: Arquivos Agência Brasil/Reprodução

Incêndios florestais é tema de novo livro da Ofitexto

As informações a respeito do aumento do número de incêndios e queimadas no Brasil ao longo do ano de 2021 foram obtidas a partir do monitoramento realizado pelo Programa Queimadas.

Imagem de satélite da América do Sul coberta por nuvens com marcações de em cruzes vermelhas indicando os focos de incêndios florestais.
Programa Queimadas atua com o monitoramento de focos de fogo e incêndios florestais via satélite orbital em tempo real. Foto: Programa Queimadas (Inpe)/Reprodução

Queimadas e incêndios florestais: mediante monitoramento orbital, em pré-venda na livraria técnica Ofitexto, organizado por Alberto Setzer e Nelson Jesuz Ferreira, é a obra que marca os 35 anos de atuação do programa do Inpe no monitoramento via satélite para a detecção dos focos de fogo no Brasil.

O livro apresenta um panorama geral das ferramentas utilizadas pelo programa para o monitoramento dos incêndios florestais e das queimadas, bem como suas principais aplicações, como medidas de áreas atingidas, risco meteorológico para queima de vegetação e detecção de focos de queima com satélites geoestacionários.

A obra pode ser adquirida na versão impressa em valor promocional de pré-venda na loja on-line da Oficina de Textos até o próximo dia 03 de novembro.

Capa do livro Queimadas e incêndios florestais: mediante monitoramento orbital. Mostra área queimada com fogo ativo e local já carbonizado.
Capa do livro Queimadas e incêndios florestais: mediante monitoramento orbital, da Oficina de Textos. Todos os direitos reservados.

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