Padrões e princípios da biodiversidade

Os ecologistas identificaram muitos padrões gerais de riqueza de espécies que estabelecem os princípios necessários para entender as comunidades urbanas. Veja abaixo!

Central Park, em Nova York: Símbolo de ecossistema urbano. (Imagem: Divulgação)

 

  • A riqueza de espécies é mais alta nos trópicos do que nos polos. Uma região tropical pequena, pouco maior que o quarteirão de uma cidade, pode conter mais espécies vegetais nativas do que um país inteiro de clima sazonal mais frio;
  • A riqueza de espécies é mais alta em áreas montanhosas. Embora tendam a ser mais frias, as montanhas também têm maior variação topográfica e criam uma gama maior de hábitats que sustentam mais espécies;
  • Áreas maiores têm mais espécies. Mesmo que o hábitat seja relativamente homogêneo, áreas grandes têm espaço para históricos diferentes que permitem que mais espécies se acumulem ou evoluam;
  • Áreas mais antigas têm maior riqueza de espécies. Em meios ambientes novos, talvez não haja tempo para a chegada ou a evolução de espécies;
  • Ilhas e penínsulas têm riqueza de espécies mais baixa, e o efeito é mais forte em ilhas menores ou mais distantes do continente;
  • O estresse, sob a forma de temperaturas extremas, baixo nível de umidade ou alta concentração de substâncias químicas, tende a reduzir a riqueza de espécies porque menos organismos conseguem tolerar essas condições;
  • Com o tempo, a variabilidade elevada reduz a riqueza de espécies porque menos espécies conseguem lidar com uma grande variedade de condições. A sazonalidade é um exemplo, embora incomum por ser suficientemente previsível para que alguns organismos desenvolvam reações como hibernação ou migração. Com base nesses padrões gerais e de muitos estudos específicos, os ecologistas desenvolveram uma série de princípios por trás da riqueza de espécies (Quadro 4.1).
Imagem retirada do livro Ecossistemas urbanos (Ed. Oficina de Textos, 2015). Todos os direitos reservados.

Tudo a ver

Ecossistemas urbanos apresenta os principais conceitos para o estudo do ecossistema urbano, como modificações de habitat, interações de processos ecológicos nas cidades e as reações provocadas pelos impactos antrópicos em ecossistemas. Inclui exercícios, perguntas e atividades de laboratório ao final de cada capítulo.